Universidade Nova de Lisboa
Departamento de História - FCSH
A ida da Corte de Portugal para o Brasil não foi uma fuga precipitada, como alguns defendem, mas sim a resultante de um processo de consolidação de algumas ideias de vários conselheiros do rei desde início do século e que se precipitou em... more
A ida da Corte de Portugal para o Brasil não foi uma fuga precipitada, como alguns defendem, mas sim a resultante de um processo de consolidação de algumas ideias de vários conselheiros do rei desde início do século e que se precipitou em finais de 1807 face à invasão francesa pelo exército de Junot. É, aliás, relativamente antiga a ideia de transferência da Corte para o Brasil e a constituição aí de um novo Império centrado no Rio de Janeiro. As razões próximas para esta decisão serão descritas mais à frente. Os acontecimentos políticos da segunda metade do século XVIII, com a revolta das colónias americanas, primeiro, e com a Revolução Francesa em 1789, ambas bebendo das ideias iluministas surgidas neste século, principalmente em França, influenciaram as sociedades europeias e coloniais de forma decisiva. Estas, governadas em regime de poder absoluto, vão ser abaladas nos seus alicerces à medida que as novas ideias se vão entranhando na sociedade. Também no império português esse fenómeno se vai instalar. A primeira tentativa surge em Minas Gerais em 1789, com objectivos republicanos e de independência, embora regional, mas sem destruir as relações produção existentes. Esta visão republicana começa a ser revista após a revolta haitiana (também conhecida como revolta de são domingos) de 1791. As suas consequências, eliminação da escravatura e poder exercido por afro descendentes, vão preocupar vivamente as elites por toda a América, todas elas senhores de escravos, e, também, aquelas que patrocinaram o movimento de Minas Gerais, mais ainda se considerarmos os acontecimentos de 1794 no Rio de Janeiro e, a tentativa da Baia em 1798. Do seu ponto de vista, tinham razão para estarem preocupados. As novas ideias, baseadas em factos já concretos tanto na Europa como na América, estavam a fazer o seu caminho. Mas é na Europa que os grandes acontecimentos são determinantes. As ideias revolucionárias estendem-se também através das acções de conquista do exercito francês de Napoleão que avança pela Europa continental de forma avassaladora. A sua guerra com Inglaterra vai ser decisiva para a decisão de Portugal fazer rumar a sua Corte para o Brasil. Portugal, velho aliado da Inglaterra, segue uma política de neutralidade face aos conflitos que grassam na Europa. Essa neutralidade provocou bastante prosperidade através da reexportação dos produtos provindos da colónias, além de , naturalmente, do envio dos produtos manufacturados. Embora a diplomacia se esforce para que assim tudo continuasse, tanto junto de franceses como de ingleses, a conclusão não é satisfatória. Após a tentativa de invasão de Inglaterra e correspondente derrota de Trafalgar (Outubro 1805), a França declara em 1806 o bloqueio
Descrição de sítio submerso localizado ao largo da praia da costa de Santo André (Santiago do Cacém), constituído pelos destroços de uma embarcação em madeira naufragada a cerca de 26 metros de profundidade. As evidências arqueológicas... more
Descrição de sítio submerso localizado ao largo da praia da costa de Santo André (Santiago do Cacém), constituído pelos destroços de uma embarcação em madeira naufragada a cerca de 26 metros de profundidade. As evidências arqueológicas preliminares e a investigação documental conduzida em arquivos alemães e portugueses apontam para que estes destroços correspondam aos restos do iate português Gomizianes da Graça Odemira, construído em 1897 em São Martinho do Porto (Alcobaça) e afundado pelo submarino alemão UB50 a 13 de Setembro de 1917, em plena 1.ª Guerra Mundial.
This is an attempt to make an informal, always in progress, glossary for early modern ship parts, hopefully to be corrected and expanded by its users. We encourage anybody to send us corrections and ideas, so that we can expand it and... more
This is an attempt to make an informal, always in progress, glossary for early modern ship parts, hopefully to be corrected and expanded by its users. We encourage anybody to send us corrections and ideas, so that we can expand it and upload new versions regularly.
This is the second volume of our working glossary. We want to thank the feedback on the first volume. We are entering the words you sent us, and Massimo is currently working on this second volume. We will update the fines as soon as we can.
We need volunteers to help us improve this glossary.
- by Filipe Castro and +5
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- Nautical Archaeology
This report presents a sample of published Pre-Classical, Classical, and Medieval shipwrecks with hull remains preserved. We are working on a taxonomy for early Mediterranean vessels and trying to understand the process of technological... more
This report presents a sample of published Pre-Classical, Classical, and Medieval shipwrecks with hull remains preserved. We are working on a taxonomy for early Mediterranean vessels and trying to understand the process of technological convergence that led to the development of the shipbuilding families we have identified. This is a work in progress and we welcome all the feedback.
A preliminary study was conducted on four unpublished and closed contexts clearly defined, not only in terms of their origin processes but also in terms of their cultural context, and provided with a limited chronological framework. The... more
A preliminary study was conducted on four unpublished and closed contexts clearly defined, not only in terms of their origin processes but also in terms of their cultural context, and provided with a limited chronological framework. The contexts fall within the Romanization period of the suburbium occidentallis of Olisipo and all including faunal remains.
INTRODUÇÃO O objectivo deste artigo é dar a conhecer o projecto de investigação em arqueologia PramCV. Começare-mos por fazer um breve enquadramento no qual expo-mos o marco legal no qual se desenvolvem este tipo de projectos.... more
INTRODUÇÃO O objectivo deste artigo é dar a conhecer o projecto de investigação em arqueologia PramCV. Começare-mos por fazer um breve enquadramento no qual expo-mos o marco legal no qual se desenvolvem este tipo de projectos. Seguidamente apresentamos os limites ainda os principais trabalhos arqueológicos nesta área. Faremos então a apresentação das bases metodoló-gicas do projecto enfatizando os principais resultados obtidos até ao momento. Concluiremos com uma bre-ve referência aos autores peninsulares mais relevantes para esta temática. RESUMO Neste artigo, da autoria da equipa do projecto de investigação plurianual em arqueologia Povoamento rural alto-medieval no território de Castelo de Vide (PramCV), damos a conhecer o projecto, centrando-nos nas opções metodológicas adoptadas e nos principais trabalhos levados a cabo. PALAVRAS CHAVE PramCV, comunidades rurais, metodologia arqueológica, Alta Idade Média, Castelo de Vide (Portugal) ABSTRACT PramCV is a multiannual archaeological research project which aims to reconstruct the past way of lives of the peasant communities that occupied this territory between the 5 th and 12 th centuries. In this paper, signed by the research team of the project PramCV (Early medieval rural settlements in the territory of Castelo de Vide), we introduce the project by presenting our methodological framework and the key archaeological works carried out so far.
A Grande Guerra marcou de forma definitiva o início dos conflitos mundiais, chegando a todos os continentes de uma forma ou doutra. Modi-ficou as relações económicas, alterou a geoes-tratégia mundial e levou a profundas modifica-ções... more
A Grande Guerra marcou de forma definitiva o início dos conflitos mundiais, chegando a todos os continentes de uma forma ou doutra. Modi-ficou as relações económicas, alterou a geoes-tratégia mundial e levou a profundas modifica-ções políticas. O Brasil não ficou imune a todo esse caos civilizacional e acabou por intervir ao lado da Entente, contra uma Alemanha que lhe tinha infligido danos humanos, morais e patri-moniais. Nesse âmbito, o esforço naval comer-cial e militar brasileiro acabaram por cruzar as águas territoriais portuguesas por duas vezes. O artigo tem como objetivo abordar essa rela-ção e a transversalidade do esforço de guerra.
ABSTRACT The Great War definitely marked the beginning of world global conflicts, reaching all continents in one or another form. It changed economic relations, altered the world geostrategy and led to profound political changes. Brazil was not immune to all this civilizational chaos and ended up intervening beside the Entente against a Germany that had inflicted human, moral and material damage on it. In this context , the Brazilian commercial and military naval effort ended up crossing the territorial waters of Portugal twice. The article aims to address this relationship and deal whit the trans-versality of the war effort.
ABSTRACT The Great War definitely marked the beginning of world global conflicts, reaching all continents in one or another form. It changed economic relations, altered the world geostrategy and led to profound political changes. Brazil was not immune to all this civilizational chaos and ended up intervening beside the Entente against a Germany that had inflicted human, moral and material damage on it. In this context , the Brazilian commercial and military naval effort ended up crossing the territorial waters of Portugal twice. The article aims to address this relationship and deal whit the trans-versality of the war effort.
A evolução tecnológica observada entre os finais do século XIX e início do século XX, não foi por si só a causa da evolução da arte da guerra naval, mas sim a adaptação dessa mesma evolução tecnológica à capacidade intelectual na procura... more
A evolução tecnológica observada entre os finais do século XIX e início do século XX, não foi por si só a causa da evolução da arte da guerra naval, mas sim a adaptação dessa mesma evolução tecnológica à capacidade intelectual na procura de novas soluções, face às capacidades de combate disponíveis. Compreender esta mutação é uma forma de compreender a evolução da guerra naval durante a Grande Guerra, compreender a existência de outras dimensões do conceito de poder naval e melhor interpretar a História Naval.
Para além da corrida estratégica ao armamento, que em linha com as teorias de Alfred Mahan e de Julian Corbett objectivava a obtenção do controlo dos mares ou a negação dos mesmos ao inimigo, em cada confronto continuou-se sempre a procurar vencer a situação táctica, desde os confrontos singulares, passando pelos bloqueios até às grandes batalhas, sendo que cada um desses confrontos foi à sua escala uma demonstração de poder naval, onde se contribuiu para a negação global dos mares ao inimigo.
Portugal contribuiu para o esforço de guerra global e acção da sua Estação Naval em Cabo Verde foi um exemplo dessa contribuição durante a Grande Guerra.
Para além da corrida estratégica ao armamento, que em linha com as teorias de Alfred Mahan e de Julian Corbett objectivava a obtenção do controlo dos mares ou a negação dos mesmos ao inimigo, em cada confronto continuou-se sempre a procurar vencer a situação táctica, desde os confrontos singulares, passando pelos bloqueios até às grandes batalhas, sendo que cada um desses confrontos foi à sua escala uma demonstração de poder naval, onde se contribuiu para a negação global dos mares ao inimigo.
Portugal contribuiu para o esforço de guerra global e acção da sua Estação Naval em Cabo Verde foi um exemplo dessa contribuição durante a Grande Guerra.
A esquadra espanhola no Tejo em Maio de 1915 e a revolta contra o governo de Pimenta de Castro
Resumo: Se bem que a sociedade actual tenha uma noção da dimensão da Terra, essa mesma noção variou ao longo dos tempos e foi distinta em cada época. Enquanto o processo cognitivo dependeu da evolução tecnológica, a perspectiva de... more
Resumo: Se bem que a sociedade actual tenha uma noção da dimensão da Terra, essa mesma noção variou ao longo dos tempos e foi distinta em cada época. Enquanto o processo cognitivo dependeu da evolução tecnológica, a perspectiva de espaço-tempo tem sido uma construção social ao longo da história da humanidade.
Neste contexto a análise da história militar entrecruza-se com estudos de geografia, no que se refere à concepção da escala humana perante as dimensões de espaço que a rodeia e também da velocidade de deslocação dos objectos e da transmissão de informação.
A ideia de aniquilamento do espaço pelo tempo apresentada no livro O Capital de Karl Max, foi posteriormente desenvolvida pelo geógrafo David Harvey no seu livro The Condition of Postmodernity and Spaces of Capital, onde as questões de compressão do espaço-tempo e as implicações na economia, cultura e sociedade foram expressas.
Partindo das ideias de David Harvey o nosso artigo tem o objectivo de abordar o contacto entre uma perspectiva militar sobre a alteração dos limites das paisagens e o progressivo desenvolvimento tecnológico, numa abordagem da evolução dimensional espaço-tempo observável no caminho para a Grande Guerra 1914-18.
Based on the ideas of David Harvey, our article aims to approach the contact between military perspectives on the alteration of the limits of the landscapes and the progressive technological development, in an approach of the space-time dimensional evolution observable in the way for the Great War 1914- 18.
Palavras chave: Tecnologia; Grande Guerra; Espaço-Tempo; Paisagens.
Neste contexto a análise da história militar entrecruza-se com estudos de geografia, no que se refere à concepção da escala humana perante as dimensões de espaço que a rodeia e também da velocidade de deslocação dos objectos e da transmissão de informação.
A ideia de aniquilamento do espaço pelo tempo apresentada no livro O Capital de Karl Max, foi posteriormente desenvolvida pelo geógrafo David Harvey no seu livro The Condition of Postmodernity and Spaces of Capital, onde as questões de compressão do espaço-tempo e as implicações na economia, cultura e sociedade foram expressas.
Partindo das ideias de David Harvey o nosso artigo tem o objectivo de abordar o contacto entre uma perspectiva militar sobre a alteração dos limites das paisagens e o progressivo desenvolvimento tecnológico, numa abordagem da evolução dimensional espaço-tempo observável no caminho para a Grande Guerra 1914-18.
Based on the ideas of David Harvey, our article aims to approach the contact between military perspectives on the alteration of the limits of the landscapes and the progressive technological development, in an approach of the space-time dimensional evolution observable in the way for the Great War 1914- 18.
Palavras chave: Tecnologia; Grande Guerra; Espaço-Tempo; Paisagens.
O final da “corrida para o mar”, em Outubro de 1914, estabilizou um sistema de trincheiras e criou as condições ideais para a utilização de gases tóxicos com fins tácticos. A generalização da guerra química só foi possível com o suporte... more
O final da “corrida para o mar”, em Outubro de 1914, estabilizou um sistema de trincheiras e criou as condições ideais para a utilização de gases tóxicos com fins tácticos. A generalização da guerra química só foi possível com o suporte de uma indústria que produziu agentes químicos cada vez mais agressivos, transformando os gases de guerra nas armas mais características da Grande Guerra. É neste contexto que o Corpo Expedicionário Português (CEP) irá encontrar o teatro de guerra da Flandres. Sem experiência em guerra química, as tropas portuguesas tiveram de cumprir um conjunto de tarefas de treino, que incluíram a preparação na Escola de Gases de Mametz.
Essa preparação do CEP para a guerra química é algo pouco abordado na historiografia militar nacional, menos ainda a capacidade de defesa e a utilização de armas químicas pelas forças portuguesas em França. Com base em memórias, manuais técnicos, documentação arquivística e cruzando com os relatórios do Dr. David Sarmento e Dr. Alfredo Rocha, ambos médicos militares, desenvolvemos uma visão sobre as intoxicações pelos gases de guerra, mas também uma perspectiva esclarecedora sobre a organização dos serviços de saúde e como os gaseados eram evacuados e tratados.
Essa preparação do CEP para a guerra química é algo pouco abordado na historiografia militar nacional, menos ainda a capacidade de defesa e a utilização de armas químicas pelas forças portuguesas em França. Com base em memórias, manuais técnicos, documentação arquivística e cruzando com os relatórios do Dr. David Sarmento e Dr. Alfredo Rocha, ambos médicos militares, desenvolvemos uma visão sobre as intoxicações pelos gases de guerra, mas também uma perspectiva esclarecedora sobre a organização dos serviços de saúde e como os gaseados eram evacuados e tratados.
Like other discoveries and technological developments for the development of mobile torpedoes, which took place until the end of the 1914-18 war, the desire to remotely command a torpedo launched into the sea led to the emergence and... more
Like other discoveries and technological developments for the development of mobile torpedoes, which took place until the end of the 1914-18 war, the desire to remotely command a torpedo launched into the sea led to the emergence and various solutions. But the needs of war have determined the course of development that is known. There were a number of innovative projects in the electromagnetic area of remote control that were not vi- able, largely because mechanical designs did not reach the performance levels that Whitehead torpedoes had attained at the time, or because production proved too costly for mass production to have Impact on war. Artur Schiappa Monteiro, a Portuguese military engineer, is not internationally known today as one of the inventors of remote commandos of the early twentieth century, or for his work in the School of Torpedoes and Electricity, or for the defence of the Entrenched Field of Lisbon, during The Great War, in the sense of enabling the Portuguese Navy with an electromagnetic mechanism with the ability to drive a torpedo, or any other mobile vehicle, at a distance. It is interesting to know the framework of his invention and the effort to achieve the production of the floating torpedo, as well as know the recognition that his invention obtained by the Ministry of War and the Ministry of the Navy in 1916. The article aims to address the development of the invention of Artur Schiappa Monteiro and its international framework.
A relevância do tema do trabalho de investigação sobressai da possibilidade de analisar um dos vários campos de actuação da Marinha de Guerra Portuguesa, onde a sua contribuição para a defesa nacional e europeia, com a especialização dos... more
A relevância do tema do trabalho de investigação sobressai da possibilidade de analisar um dos vários campos de actuação da Marinha de Guerra Portuguesa, onde a sua contribuição para a defesa nacional e europeia, com a especialização dos meios que lhe estão colocados à disposição, lhe confere um papel insubstituível na vigilância do mar e no controlo de situações de risco, ou de conflito.
Coloca-se assim a questão sobre a importância em apostar num plano estratégico nacional de combate à pirataria marítima.
Neste âmbito abordámos ao longo do trabalho a questão da segurança marítima e as estratégias conhecidas de escolta naval e de segurança individual, no contexto de risco de pirataria marítima no século XXI.
Centrámos a abordagem à zona oriental de África, Golfo de Áden/Somália, e à zona ocidental da mesma, Golfo da Guiné/Nigéria, onde a Armada portuguesa tem efectuado uma projecção de força, ora de combate, ora de prevenção contra a pirataria marítima e roubo armado1 em zonas de elevado risco.
Considerámos importante explanar uma abordagem mais abrangente da situação de conflito nestas zonas geográficas a fim de se compreender o valor da abordagem directa e em força da Marinha, mas também para demonstrar que esta é apenas uma parte, se bem que muito relevante, de um conjunto de esforços interligados de combate ao terrorismo internacional, nem sempre expressos em teatros de operações militares, como o combate que os sistemas financeiros mundiais efectuam sobre o terrorismo.
Coloca-se assim a questão sobre a importância em apostar num plano estratégico nacional de combate à pirataria marítima.
Neste âmbito abordámos ao longo do trabalho a questão da segurança marítima e as estratégias conhecidas de escolta naval e de segurança individual, no contexto de risco de pirataria marítima no século XXI.
Centrámos a abordagem à zona oriental de África, Golfo de Áden/Somália, e à zona ocidental da mesma, Golfo da Guiné/Nigéria, onde a Armada portuguesa tem efectuado uma projecção de força, ora de combate, ora de prevenção contra a pirataria marítima e roubo armado1 em zonas de elevado risco.
Considerámos importante explanar uma abordagem mais abrangente da situação de conflito nestas zonas geográficas a fim de se compreender o valor da abordagem directa e em força da Marinha, mas também para demonstrar que esta é apenas uma parte, se bem que muito relevante, de um conjunto de esforços interligados de combate ao terrorismo internacional, nem sempre expressos em teatros de operações militares, como o combate que os sistemas financeiros mundiais efectuam sobre o terrorismo.
O Mar foi e será sempre uma arena de disputa de poder entre nações pela importância das suas vias comerciais, assim como para a atividade piscatória ou extrativa de matérias-primas. Como tal, historicamente as guerras navais tiveram como... more
O Mar foi e será sempre uma arena de disputa de poder entre nações pela importância das suas vias comerciais, assim como para a atividade piscatória ou extrativa de matérias-primas. Como tal, historicamente as guerras navais tiveram como objetivo central a obtenção do controlo do mar, ou a negação do mesmo ao inimigo, conseguindo-se este objetivo através de batalhas de destruição ou de bloqueios.
Ao encontro desta ideia, no final do século XIX a teoria estratégica de Alfred Mahan levou a uma corrida internacional ao armamento para a obtenção de supremacias navais, que garantisse a obtenção desse tal poder naval efetivo em cada combate. No entanto, é reconhecido que o poder naval foi obtido múltiplas vezes por forças navais não dominantes, sempre que estas tiveram a possibilidade de superar pontualmente a superioridade numérica, ou tecnológica do inimigo.
Ao encontro desta ideia, no final do século XIX a teoria estratégica de Alfred Mahan levou a uma corrida internacional ao armamento para a obtenção de supremacias navais, que garantisse a obtenção desse tal poder naval efetivo em cada combate. No entanto, é reconhecido que o poder naval foi obtido múltiplas vezes por forças navais não dominantes, sempre que estas tiveram a possibilidade de superar pontualmente a superioridade numérica, ou tecnológica do inimigo.
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